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// GLOSSÁRIO TÉCNICO

Termos de engenharia de riscos.

38 definições técnicas em inspeção industrial, segurança de máquinas, termografia, alpinismo industrial, qualidade do ar e ensaios não destrutivos.

Normas Regulamentadoras

Norma Regulamentadora 13 do Ministério do Trabalho e Emprego. Estabelece requisitos mínimos para gestão da integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos de armazenamento. Define categorias de risco, prazos de inspeção e qualificação dos responsáveis técnicos.

ART

Anotação de Responsabilidade Técnica — documento emitido pelo CREA que formaliza a responsabilidade técnica de um engenheiro por obra ou serviço. Obrigatória para laudos NR-13, projetos de adequação NR-12, prontuários NR-10, PMOC e serviços de END. A ART garante ao contratante a identificação do responsável legal pelo trabalho executado.

CREA

Conselho Regional de Engenharia e Agronomia — órgão de fiscalização do exercício profissional de engenharia no Brasil. Todo engenheiro que emite laudo técnico, ART ou assina projeto de adequação deve ter registro ativo no CREA do estado onde exerce a atividade. A ES Engenharia possui registro no CREA-ES.

ASME

American Society of Mechanical Engineers — organização que desenvolve os principais códigos de projeto e fabricação de equipamentos de pressão do mundo. Principais normas: ASME Seção VIII (vasos de pressão), ASME Seção I (caldeiras), ASME B31.3 (tubulações de processo). Referenciados pela NR-13 como códigos de projeto aceitos no Brasil.

Vasos e Caldeiras

Caldeira industrial

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Equipamento destinado a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia. Classificadas em categorias A, B e C conforme temperatura e pressão de operação. Categoria A (maior risco) exige inspeção inicial e periódica com profissional habilitado e ART.

Vaso de pressão

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Equipamento que contém fluido sob pressão interna ou externa superior a 70 kPa (0,7 kgf/cm²), excluídas caldeiras. Abrange reatores, trocadores de calor, separadores, vasos de processo e compressores. Projetados conforme ASME Seção VIII e categorizados pela NR-13 em função do produto pressão × volume.

Prontuário NR-13

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Conjunto de documentos técnicos exigidos pela NR-13 para cada caldeira ou vaso de pressão. Inclui: projeto de construção com ART, categoria e código de projeto, especificação dos materiais, registros de manutenção e inspeção, teste hidrostático documentado e laudos técnicos. Deve ser mantido atualizado e disponível para fiscalização.

Teste hidrostático

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Ensaio de pressão realizado com água (fluido incompressível) a 1,3× a pressão máxima de trabalho admissível (PMTA) do equipamento. Verifica a integridade estrutural de caldeiras, vasos de pressão e tubulações. Exigido na inspeção inicial e em casos de reparo ou alteração conforme NR-13 e ASME.

PSV / Válvula de segurança

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Pressure Safety Valve — dispositivo de alívio que abre automaticamente quando a pressão excede o valor de ajuste, protegendo o equipamento contra sobrepressão. A NR-13 exige que toda caldeira e vaso de pressão possua PSV calibrada, com certificado de calibração vigente e revisão periódica documentada.

Data Book

Dossiê técnico completo de um equipamento de pressão. Contém: certificados de materiais (MTR), procedimentos de soldagem (WPS/PQR), ensaios não destrutivos, tratamento térmico pós-soldagem (PTPS), teste hidrostático e certificado do fabricante. Exigido pela ASME e referenciado pelo prontuário NR-13.

PMTA

Pressão Máxima de Trabalho Admissível — pressão máxima na qual o equipamento pode operar com segurança, determinada no projeto e registrada na plaqueta de identificação obrigatória. Toda operação acima da PMTA é proibida e constitui risco grave de explosão.

Segurança de Máquinas

Norma Regulamentadora 12 do Ministério do Trabalho e Emprego. Define requisitos mínimos para prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto, fabricação, importação, comercialização, exposição e cessão de máquinas e equipamentos. Exige apreciação de risco, proteções físicas, dispositivos de segurança e prontuário técnico.

Apreciação de risco NR-12

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Processo técnico estruturado para identificar perigos, estimar e avaliar os riscos associados a máquinas e equipamentos, conforme ABNT NBR ISO 12100. Resultado: relatório técnico com todos os perigos identificados, estimativa de risco (probabilidade × severidade) e decisão sobre quais riscos são aceitáveis ou requerem medidas de redução.

Certified Machinery Safety Expert — certificação internacional emitida pela TÜV NORD para profissionais que projetam, implementam e verificam sistemas de segurança de máquinas. Equivale ao mais alto nível de competência em segurança funcional de máquinas conforme EN ISO 13849 e IEC 62061. A ES Engenharia possui engenheiro certificado CMSE.

Categoria de segurança (ISO 13849)

Classificação do sistema de controle de segurança em função da sua robustez frente a falhas (B, 1, 2, 3, 4). A categoria determina como o sistema se comporta quando ocorre uma falha. Categorias mais altas (3 e 4) exigem arquiteturas redundantes e detecção de falha antes ou durante a próxima demanda de segurança.

PLr / Performance Level requerido

Performance Level requerido — nível de desempenho de segurança exigido de uma função de segurança de máquina, determinado pela apreciação de risco conforme EN ISO 13849-1. Escala de PL a (menor) a PL e (maior). Define a probabilidade de falha por hora (PFHd) que o sistema deve atingir.

Prontuário de máquinas NR-12

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Conjunto de documentos técnicos exigidos pela NR-12 para cada máquina. Inclui: identificação e localização da máquina, apreciação de risco, projeto de adequação, manual de operação, procedimentos de manutenção, registros de treinamento dos operadores e ART do responsável técnico. Deve ser mantido atualizado e disponível para fiscalização.

Instalações Elétricas

Norma Regulamentadora 10 do Ministério do Trabalho e Emprego. Estabelece os requisitos e condições mínimas para implementação de medidas de controle e sistemas preventivos para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Exige prontuário das instalações elétricas com ART.

Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas — conjunto de dispositivos que protege estruturas e instalações contra raios. Composto por terminal aéreo (captador), condutores de descida e sistema de aterramento. Projetado conforme ABNT NBR 5419. A resistência de aterramento deve ser medida e documentada periodicamente.

Aterramento elétrico

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Conexão intencional de partes de uma instalação elétrica ao solo, para fins de segurança (proteção contra choques elétricos) ou funcionais (referência de potencial). A resistência de aterramento é medida com terrômetro e deve atender os limites da ABNT NBR 5410. Integra o prontuário NR-10 e o projeto SPDA.

Termografia Industrial

Termografia infravermelha

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Técnica de inspeção não invasiva que detecta a distribuição de temperatura superficial de equipamentos e instalações por meio de câmera de infravermelho. Identifica anomalias térmicas indicativas de falhas: conexões elétricas soltas, componentes sobrecarregados, revestimentos danificados e rolamentos deteriorados. Não requer parada do equipamento.

Hot spot

Ponto quente — região de uma superfície com temperatura significativamente acima do normal, detectado por câmera termográfica. Indica anomalia como conexão elétrica com alta resistência de contato, componente sobrecarregado ou falha de isolamento. Classificado por grau de gravidade (°C acima da referência) conforme norma IEC 60751 ou critérios do fabricante.

Manutenção preditiva

Estratégia de manutenção baseada no monitoramento do estado real do equipamento para prever falhas antes que ocorram. Utiliza técnicas como termografia, análise de vibração, ultrassom e análise de óleo. Reduz paradas não planejadas e o custo global de manutenção em comparação com manutenção corretiva ou preventiva por calendário.

Qualidade do Ar

Plano de Manutenção, Operação e Controle — documento obrigatório pela Lei Federal 13.589/2018 para ambientes com sistema de climatização de uso público ou coletivo. Define procedimentos, frequências e responsáveis pela manutenção preventiva do sistema, com objetivo de garantir qualidade do ar interno. Deve ser elaborado por profissional habilitado com ART.

ANVISA RE 09/2003

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Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que estabelece padrões referenciais de qualidade do ar interior em ambientes climatizados de uso público e coletivo. Define limites: fungos ≤ 750 UFC/m³ (ou razão interior/exterior ≤ 1,5), temperatura 23-26°C, umidade 40-65% e CO₂ máximo 1.000 ppm acima do externo. Base legal para análises de qualidade do ar.

UFC/m³

Unidades Formadoras de Colônia por metro cúbico — unidade de medida para concentração de microrganismos (fungos e bactérias) no ar. A ANVISA RE 09/2003 limita fungos a 750 UFC/m³ em ambientes climatizados de uso público. Determinado por coleta de ar com amostrador calibrado e incubação em meio de cultura laboratorial.

Legionella pneumophila

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Bactéria gram-negativa causadora da legionellose (doença do legionário) — infecção respiratória grave com mortalidade de 10-15% em casos não tratados. Prolifera em sistemas de água quente (35-46°C), torres de resfriamento e umidificadores com manutenção inadequada. Análise obrigatória conforme ABNT NBR 16850 para hospitais e recomendada para hotéis e complexos industriais.

Alpinismo Industrial

Alpinismo industrial

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Técnica de acesso e trabalho em altura utilizando cordas e equipamentos de proteção individual especializados, em estruturas industriais onde andaimes ou plataformas elevatórias são inviáveis. Regulamentado pela NR-35 (trabalho em altura) e pelos padrões IRATA (Industrial Rope Access Trade Association). Aplicado em chaminés, torres, tanques, fachadas e estruturas offshore.

Industrial Rope Access Trade Association — organização internacional que define os padrões técnicos e de treinamento para trabalho com acesso por cordas em ambiente industrial. Certifica profissionais em três níveis: Técnico I (operação supervisionada), Técnico II (operação independente) e Técnico III (supervisor e gestor). É o padrão adotado por refinarias, petroquímicas e indústrias de alto risco no mundo.

Norma Regulamentadora 35 do Ministério do Trabalho e Emprego — Trabalho em Altura. Define requisitos mínimos para atividades realizadas acima de 2 metros do nível inferior onde haja risco de queda. Exige: análise de risco, permissão de trabalho (PT-AT), treinamento periódico dos trabalhadores, plano de emergência e resgate.

Ensaios Não Destrutivos

END — Ensaios Não Destrutivos

Conjunto de técnicas para inspecionar e avaliar materiais, componentes e estruturas sem comprometer sua integridade. Detecta descontinuidades internas e superficiais (trincas, poros, inclusões, corrosão) em equipamentos de pressão, estruturas soldadas e peças críticas. Os principais métodos são: ultrassom (UT), radiografia (RT), partícula magnética (MT), líquido penetrante (PT) e inspeção visual (VT).

Ultrassom industrial (UT)

Ensaio não destrutivo que utiliza ondas sonoras de alta frequência (0,5–25 MHz) para detectar descontinuidades internas e medir espessura de parede em metais. Amplamente utilizado para inspeção de soldas em vasos de pressão (ASME V), medição de corrosão em caldeiras e tubulações, e detecção de trincas em eixos e flanges.

Partícula magnética (MT)

Ensaio não destrutivo para detecção de descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos. O campo magnético aplicado ao componente faz com que partículas magnéticas se acumulem nas regiões com descontinuidade, tornando-as visíveis. Usado em soldas de vasos de pressão e caldeiras conforme ASME V e NBR 9599.

Líquido penetrante (PT)

Ensaio não destrutivo para detecção de descontinuidades abertas na superfície de qualquer material sólido não poroso. O líquido penetra por capilaridade nas trincas; o revelador extrai o penetrante, tornando a descontinuidade visível. Aplicável em materiais não ferromagnéticos (aço inox, alumínio, titânio). Normativo: ASTM E165.

ABENDI

Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção — entidade que regulamenta a qualificação e certificação de pessoal em ensaios não destrutivos no Brasil, com base na ABNT NBR NM ISO 9712. Certifica inspetores em níveis 1, 2 e 3. A ES Engenharia possui profissionais certificados pela ABENDI nos principais métodos de END.

Drones e Inspeção Aérea

Drone industrial

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VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) equipado com câmera de alta resolução, sensor térmico (FLIR) e/ou LiDAR, utilizado para inspeção de estruturas de difícil acesso. Regulamentado pela ANAC (RBAC-E 94). Permite inspeção de telhados, fachadas, chaminés, linhas de transmissão e tanques sem andaime, com documentação fotográfica e termográfica em 4K.

LiDAR

Light Detection and Ranging — sensor que emite pulsos de laser e mede o tempo de retorno para gerar nuvens de pontos 3D de alta precisão. Em inspeção industrial com drones, permite medir espessuras de estruturas, deformações, volumes de tanques e modelagem BIM. Precisão típica: ±2 cm a distâncias de até 100 metros.

Manutenção e Integridade

RBI — Inspeção Baseada em Risco

Risk Based Inspection — metodologia (API 580/581) que prioriza os recursos de inspeção com base na probabilidade e consequência de falha de cada equipamento. Permite otimizar intervalos de inspeção: equipamentos de maior risco são inspecionados com maior frequência; os de menor risco, com menor frequência. Reduz custos sem comprometer segurança.

// DÚVIDA TÉCNICA

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